19 de setembro de 2022
Essay on love III
Just got myself thinking about this feeling again,
Mostly it is a nostalgic joy coming around eventually and in certain extend attaches to me as allegories.
I remember myself lost in one of these allegories which was an ex-boyfriend’s eyelashes and I can certainly say that I could be there forever just watching them while his eyes were blinking. I feel I was able to see his soul through it, I could read the shared happiness while it existed.
Another strong allegory was a laugh, it belongs to another ex-boyfriend. It is definitely the way I was able to see his heart. It was a delight glancing him with kindness and suddenly see his mouth opening to show what I felt was his best. Unfortunately he stopped smiling and once was a door became a wall.
Now I am stuck in someone’s eyes and hair, they shine as bright as the other allegories. The first are deep and thoughtful but at the same time emanate a strong feeling of peace and sharing, I confess I fear to be drowning in it but I can’t help looking at them. Well, I dare say I almost envy the second one because it is a feature I will never have as beautifully, it is the proof of his confidence and for sure those are the reason I strongly admire and appreciate him.
I cannot tell what these allegories means for sure but I provoke saying they just come up when I am in a corresponded bound and this is because they area things that can only be seen when shown designedly to me. Maybe I have discovered how to identify when love appears. I won’t forget any of them.
It’d be funny to see what part of me is brought shining throughout my chest to others. It could be a smile, a look or even my speech maybe I’ll never know.
20 de junho de 2022
Shivering heart
Peacefully beating in an imperceptible pulse
Calling memories from the distant past
Refusing to love what is just behind
Tired to listen to the brain’s voice
Tired to beat to the unknown
It has forgotten to brightly sing with the autumn’s colors
It’s cold and tiny, it’s incapable to warm itself. It’s carrying a heavy and frozen piece.
Someday, somehow it’s going to meet the right beating to be well.
Uma carta para você
Piscamos e aqui estamos!
Durante esses anos você tem tido o costume de escrever às vésperas de seus aniversários. De certa forma é um jeito de se fazer uma retrospectiva e talvez relembrar-lhe no futuro como é nossa mentalidade.
Em 4 dias será os 29 anos.
Hoje vou escrever para você, de fora pra dentro, para variar um pouco e para te falar algumas coisas que você esquece de escrever.
Bom, passou uma pandemia, isolamento, um namoro mal curado, remédio psiquiátrico, amizades retornaram e continamos no mesmo emprego.
A cabeça parou de girar. O mundo está girando agora, o tempo passa normalmente. Também apareceu uma doença crônica chamada colite, chamamos ela amorosamente de Coli.
Nosso coração e cabeça ainda são laboratórios de traumas, as vezes bem manejáveis outras vezes paralisastes.
Fazemos psicanalise agora, e da pra ver o quanto você está amando essa abordagem, tão boa quando a psicoterapia foi durante anos.
Você tenta beber mais água, tenta reclamar menos, tenta falar menos e ouvir mais. Tem tentando várias coisas inclusive entender as formas de amar, e superar certos padrões que foram aparecendo.
Você não aprendeu a dizer adeus, mas tem que aceitar que a vida é feita de amores de verão (não é plágio é citação).
Amores todos, inclusive, os que não são amores de verdade também, só projeções.
Foi assiduamente para academia durante 8 meses, mas parou por conta da coli e está pesando 71 quilos, mesmo de quanto pesava em 2015. A meta é voltar a ter peitinhos.
O computador tem arriado constantemente, não consegue mais aguentar a bateria que entra pelo cabo, e desmaia.
No ano passado perdemos outro amigo jovem, e isso doeu, por ele e por nós.
Cada dia mais conformado, menos temperamental e segurando as pontas de uma forma muito melhor. (As vezes sente saudades do ansiolítico, mas passa).
No fundo e para deixar claro, e realmente registrar te falo que queria te dar um abraço e falar que estou feliz com sua jornada!
Tem sido difícil as vezes, eu sei, mas você tem tentado ao máximo ser fiel a você e à quem você ama. Uma das tarefas mais complicadas quando envolve outros humanos. A Tereza está ótima e nos arranhou hoje sentando no seu colo ao cair.
Foram inúmeras lições aprendidas, um esforço grande pra se manter nos trilhos mentais e nos trilhos financeiros (haha). Seus amigos envelhecem com você e isso é sinal de amor também. Os que se foram por escolha ou pela própria vida serão lembrados por você pra sempre, por que é do seu feitio. Só se cobre menos por essas partidas, elas aconteceram e já estão finalizadas.
Queria te lembrar da sua infância, que foi deliciosa mesmo sendo difícil as vezes. Queria te lembrar da sua adolescência que foi uma revolução interna e externa. Queria te lembrar do maravilhoso jovem adulto que você foi. Lembrar que em todos esses momentos você foi muito amado por todas essas pessoas que estão do seu lado. Lembrar que as vezes ter estudado em uma escola com 8 alunos na sala te faz pensar que todo mundo tem que ser seu amigo e do jeito que você quer não é real, e que na verdade isso é impossível! Ainda mais num mundo com milhões de brasileiros que podem te odiar, (lembre do meme da suzaninha).
Sei bem que os 27 e 28 lhe parecem um tanto quando agridoces. Foram uma montanha russa de sentimentos e descobertas. Mas lembra, todos os momentos da sua vida foram assim na verdade, não existiu momento pleno, e não irá existir. Se abrace quando se sentir sozinho, você tem um abraço muito bom.
Foram muitas partidas nesses dois últimos anos, de várias formas inclusive. E por isso você se sente um tanto quanto frágil em perder o que tem e o que há por vir. Mas eu estou com você, e sou a única pessoa que pode lhe dizer, que não vou te abandonar nunca, você nunca estará sozinho, por que você realmente é uma pessoa muito amada, por mim e pelos seus.
De todos os anos vividos e por vir, aquele que você está vivendo será sempre o melhor, e olha o motivo é um só, você está vivo. A vida não tem muito sentido, você já teve essa constatação anos a trás.
Seus medos, na grande esmagadora maioria das vezes, são bobos e são sua insegurança te consumindo, e tá tudo bem.
Continuando nesse seu caminho, tenho a certeza que vamos nos encontrar cada vez mais contentes nos próximos anos.
Te amo, muito mesmo.
18 de maio de 2022
Espelho
Há uns anos escrevi um texto que lembrava do consumo rotineiro dos corpos com que eu interagia. Falei das constelações familiares que não fiz e que poderiam resolver minha inquietude. De lá pra cá vivi minha vida como se vive: comi, dancei, namorei, trabalhei e outras coisas. Eu questionava o rumo que meu senso de preservação individual estava afetando minhas relações, e como eu acabava sendo mais um produto de todo o sistema. Olhando para lá eu vejo que eu estava certo, faltaram constelações familiares para me libertar.
O tempo passou e eu estou aqui pensando novamente em como eu posso ser apenas um produto social. As metas, os desejos, e as neuroses, todas elas vinculadas a um modelo que eu tento por algum motivo seguir, ainda as falas, os gestos, as minhas formas de interagir. Pensar sobre as coisas não te liberta de vive-las. O questionamento daquele texto não me livrou de continuar consumindo pessoas, de atuar em situações, em preterir o comprometimento. A constatação de um ser individualista resultado de uma sociedade individualista se mostrou exata.
Não consigo afirmar que alguma coisa tenha mudado de lá pra cá. Ainda tenho anseios parecidos de certo poder de certa fama de certa aceitação, e nesse sentido me sinto impotente e preso ao tentar abrir mão do meu individualismo. As vezes acho que isso está tão intrínseco ao meu eu que não vou ser capaz de decidir nada, serei apenas uma mimese eterna.
Também disse em outros textos para pensar em mim, mas para quem eu estou querendo dizer isso? e as vezes os pensamentos me parecem paradoxais pois sinto que penso em mim, e as vezes eu me pergunto se esse eu que eu tanto penso é o mesmo o qual eu quero ser de fato. Não quero acreditar no causualismo (mas acredito), não quero ser o eu produto(mas acredito que sou), então como não o ser esse acredito, e realmente ser eu?
Uma bagagem pesada vem com a minha vida, e a cada nova interação eu encontro mais um compartimento nela. Parece infinita. Não quero deixar de carregá-la comigo, quero apenas colocar umas rodinhas, e leva-la comigo de forma mais leve de modo que eu não tenha que pedir aos outros para carrega-la comigo. Ao mesmo tempo me pergunto o porque não pedir ajuda e compartilhar essa bagagem com os outros?
Em algum momento nessa história eu entendi que deveria carregar o mundo nas costas, e a partir dai mostrar aos outros a minha autossuficiência para refletir algo que eu quero ser.
Em algum lugar em parei de compartilhar com os outros por medo de que as partes frágeis da minha bagagem fossem consideradas apenas produtos, e talvez que eu fosse confundido com um desses produtos compráveis em qualquer lugar. Sim, esse medo é grande porque me sinto capaz de tratar a bagagem do outro como possível de comprar em qualquer camelô, e se eu sou capaz de fazer isso os outros também seriam. Se pessoas que me amam foram capazes de fazer isso, mesmo que inconscientes, por que não as novas pessoas poderiam fazer o mesmo. Afinal foi individualismo do capital que criou meus pais e meus avós, e isso transpassa em mim e nos outros que são meus vizinhos. Como não temer me tornar um nada para o outro? Eu temo ser a bagagem esquecida pelos meus.
Assim, continuo a comparar minha vida, bagagem e o que mais for com a vida e a bagagem dos outros. Esqueço reiteradamente que as pessoas são diferentes de mim. Ainda vejo o mundo como um grande espelho, e custo a desacreditar que nós somos os espelhos da vida, refletindo as consequências casuais por mais que eu não queria isso.
No meu esforço ansioso para não ser um espelho, me torno um. Talvez um espelho espelhado em outros, por que delego à causalidade todas as consequências.
Como das outras vezes, esse texto não vai servir para mudar nada e não deve servir para cobrar um outro eu no futuro, por que só vivendo a vida é que eu vou entender mais um pedacinho do espelho que sou ( e na verdade parar de achar que sou um espelho.)
Cracolander
O que mais me atraia aqui era o preço das coisas, moradia, mercado, cerveja e de quebra o metro estava logo ao lado.
Hoje quem mudou não foi a Santa Cecilia, fui eu.
Dos anos pra cá a degradação do bairro é consistente, parte de um processo longo da sociedade que transfere o privado para o público relegando à esfera do estado a manutenção social. O povo é o estado e só ele deve ser o garantidor da ordem e do progresso. que povo?
Ademais, há muito tempo que não se vê uma comunidade organizada para se pensar coletivamente em qualquer coisa que preste.
Pois bem, aos meus olho eu mudei em mim e o bairro continuou a degradar-se, contudo ele sempre foi e sempre será cercado da miséria e das políticas humanas.
Mas antes eu só bebia barato, comia barato e vivia barato. Talvez a única coisa que tenha mudado nele foram os preços: bebida é cara, comida e viver também.
Eu mudei, meu salário não mudou, muito menos a lógica capitalista do ostracismo social do pobre.
24 de abril de 2022
Neurose
Que agonia conviver com elas, alguns dias chega ser quase insuportável.
Um cansaço mental se instala e é difícil se acalmar com todas as múltiplas hipóteses propostas pela minha cabeça.
Essencialmente as que mais me paralisam estão relacionadas à minha saúde. As vezes um mero resfriado, pode ser um grande comoção para mim, a sensação de que é interminável. Contabilizo dia por dia o quadro, me vejo revisando sintomas e olhando a literatura para ver se vai se tratar de algo para além de normal na evolução da doença. Imagina quando isso se refere ao meu reto.
Já passei por colonoscopia e até por duas cirurgias de remoção de verrugas genitais e hoje estou sendo importunado por um desconforto que nunca havia sentido. Ser um homem gay de preferência sexual passiva tem suas mil complicações. Na verdade são mais neuroses a cerca das minhas práticas sexuais que podem trazer algumas doenças sexualmente transmissíveis e talvez outras por certo uso da chuca como higiene anterior ao sexo anal e o próprio ato em si que implica no impacto nas paredes internas do reto.
Ser um homem gay passivo consiste em também estar atento a saúde anal além das gripes que falei, mas ser um homem gay passivo com hipocondria agrava muito a sensação de angústia quando algo errado não está certo. Ademais o Google está aí para aumentar ainda mais a angústia, por que nele o câncer e as doenças raras estão atreladas sempre aos sintomas mais diversos, ou seja você sempre pode estar com câncer na realidade.
Ser um homem gay passivo hipocondríaco com acesso à internet tem sido quase um fardo pra mim, anos e anos me deparando com auto-diagnósticos sem nenhuma comprovação científica ou ainda com apenas a comprovação de que sou hipocondríaco.
Hoje estou angustiado por que em pleno domingo de carnaval estou na espera do urgência do hospital do convênio. Há uma ou duas semanas um muco fedido tem saído na minha evacuação. Num primeiro momento eu acreditei que pudesse ser nada, mas com o tempo o reto começou a ficar cada vez mais desconfortável, meu prolapso cada vez maior e a dificuldade pra evacuar uma constante.
Ontem foi um dia bem frustrante, e não é a primeira vez nesses episódios, ao ir ao banheiro com uma vontade enorme de evacuar nada saia, apenas o muco fedido. Um muco gelatinoso que troca de cor, as vezes esbranquiçado as vezes amarelado , agora meio esverdeado, talvez por que usei Annita pra ver se melhorava. Mas não melhorou. A sensação de ontem foi extremamente desconfortável. Após tentar evacuar fui tomar um banho e aproveitar para tentar sentir a textura do meu reto. Higienizei as mãos, coloquei o dedo indicador e a sensação nele era de estar colocando o dedo em uma coisa apertada, viscosa e ao mesmo tempo grudenta. A sensação do reto era de que estava inchado e ao fundo senti uma massa meio solta. O canal está de certa forma obstruído. Estava sentindo dores nas paredes do reto e parecia que não tinha como chegar ao fim. Tudo inchado.
Decidi tomar um ibuprofeno, precisava que a dor parasse e o inchaço diminuísse. Colhi sangue na semana passada, fui ao médico na semana passada, mas não estava desse jeito, e eu não estava satisfeito em esperar. Ela fez um exame de toque e não encontrou secreção, eu ainda acho que ela não colocou o dedo fundo o suficiente.
Ser um hipocondríaco que está tratando a ansiedade na a análise, é maravilhoso. Eu me reconheço como neurótico, e de certa forma convivo melhor com a neurose por isso.
Eu poderia dizer que as vezes é mais exaustivo lidar com as neuroses do que as próprias doenças, quando elas existem. Mas as vezes não e preciso, sempre é a palavra correta.
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Fui atendido, coloquei em minha cabeça, por conforto, que era um médico homem gay. Não consegui explicar tudo, por que eu nem queria acredito eu, estava convicto agora que não era nada. Mas falei do desconforto. Ele fez o exame de toque, e nenhuma secreção apareceu. Falei que sou um gay que faz sexo anal, ele respondeu que as vezes isso acontece. Não há infecção, só inflamação. E ainda me tranquilizou disse que não era nada. Me passou um remédio mais forte que o Ibuprofeno para a inflamação, e que o acompanhamento clínico ja será o suficiente. Sai de lá tranquilo, queria mais uma vez ouvir que vou ficar bem, que tudo vai dar certo no final das contas. Vou deixar escrito aqui que ainda penso em relutar tomar o remédio que ele passou e continuar com o Ibuprofeno. Por conta da alteração do TGO da semana retrasada. Não parei de tomar remédios desde aquela virose doida. Mas acho que vou tomar sim, para manter os protocolos.
12 de março de 2022
Estranhamente feliz
Estranhamente feliz,
São exatamente 18:42 da noite de um sábado, num ano quase pós pandêmico que é 2022. Uma guerra européia eclodiu há algumas semanas. E faz uma que estou me recuperando de uma broncopneumonia, vinda de um carnaval, bebida alcoólica, cigarro, noites mal dormidas e um ar-condicionado maldito de um sexclub mediano. Sem contar o corte de dosagem de Esc pela metade. Claro, foram introduzidas vitaminas C e D e a B12, essas duas últimas muito importantes segundo a nutricionista e a própria psicóloga.
Prólogo maravilhoso. — Bom, eu achei que ficou. Parabéns.
Continuando a divagar sobre essa paz de espírito que me parece meio estranha… vamos lá, estou contente por ter talvez resolvido a questão com o Danilo. Não uma questão com ele de fato, por que essa já estava resolvida no dia do termino no bar há um ano a trás. Mas sim minhas questões de moral que recorrentemente me criavam culpa sobre o estilo de vida que eu gosto de ter. A psicologa já disse, — “você tem que parar de tentar se enquadrar numa coisa (relacionamento comercial de margarina) que você não se sente confortável — foi quase isso que ela disse. Bom, então é aqui que eu me sinto em paz, acho que consegui fazer a voz da moral parar de insinuar que minhas decisões, práticas impulsivas e narcisistas são desvio de personalidade, ou ainda caráter. Não acho, tenho certeza, parei de ouvir.
Ou seja, minha questão de novo, nesse ultimo ano pós termino, nunca foi uma questão com a pessoa, mas sim com meu ego ferido e culpabilizado por ter agido de uma forma que eu estava condenando como ruim. Assim que parei de me condenar automaticamente fiquei mais contente.
Essa semana li uma declaração de amor do Danilo para o novo namorado; “ o amor da minha vida (…)” achei meio blasé, piegas. Amor tão fácil o dele. Confesso que me dá um pouco de ojeriza de ter sido amado por amor tão barato. Bom… fiquei um pouco com pena, por que vai doer de novo e de novo, e suas mil questões. mas é isso... para quem não vai, não é?. -- Espero que menos e menos a cada vez, pelo menos para mim.
Para não ficar um monte de assuntos jogados, uma conclusão; estou feliz por ter conseguido entender que o Dani está muito feliz e em outra, que “meu eu atroz” que o machucou e que me gerava uma culpa pesadíssima se dissipou. Ainda sinto certo ressentimento, e também me sinto burro por ter algum carinho por um borrão de amor barato na memória, mas sim está aqui.
De qualquer maneira, já que não sou mais o algoz do bom-menino, não faz sentido eu confrontar minhas praticas impulsivas narcisistas e mais… com uma culpa… que agora fica clara é incabível. Lésbica puta, lésbica sem culpa. Faz sentido.
Ai, o Ego, um fofo. Bom a culpa é uma chata e a moral vem sempre querer colocar o superego nos seus moldes deixando meu ego todo cagado, maldita. Já foi falado: — “você tem que parar de tentar se enquadrar numa coisa que você não se sente confortável.”— as vezes repetir as frases são exercícios de assimilação muito bons.
Sou puta, sou única, uma vida, um momento, um guilherme, um narcisista, um amante de momentos ociosos aleatórios, aprendi a gostar da rotina também. Me amar esta passando por me reconhecer de novo, sempre é isso no final das contas. Amando de novo minhas decisões, minhas convicções, me afastando de uma mentalidade de culpabilidade pós-relacionamento, onde eu me responsabilizei pela dor do outro, pelo outro. — Não faça mais isso Guilherme, please.
Olha, sempre deixei claro para o ex que o mais importante no relacionamento seria eu, mas não fui praticante. Se tivesse sido, não teria me comovido tanto com tudo isso. -- ai que nojinho. Sim, vou começar a ser e parar de falar o que quero que seja, risos. O próximo que lide comigo, não vou me anunciar mais.
Prometo que vai ser eu.
Também me prometo, perante esse blog maravilhoso, que não vou esquecer de ser feliz com minhas escolhas. Elas são minhas, são todas minhas, sendo doidas e bonitas, serão minhas. — Aqui você está sendo super filho único, me divirto com isso.
Foram anos da minha vida pra poder ser eu, pra poder expressar uma coisa que eu descubro todo dia o que sou, não posso não gostar disso tudo que sou.
— Ah! Entendi!
Agora entendi, Estou feliz por que estou feliz comigo de novo: Feliz de ser quem eu sou.
PS: tentando parar de fumar. ódio.
