12 de março de 2022

Estranhamente feliz

Estranhamente feliz,


São exatamente 18:42 da noite de um sábado, num ano quase pós pandêmico que é 2022. Uma guerra européia eclodiu há algumas semanas. E faz uma que estou me recuperando de uma broncopneumonia, vinda de um carnaval, bebida alcoólica, cigarro, noites mal dormidas e um ar-condicionado maldito de um sexclub mediano. Sem contar o corte de dosagem de Esc pela metade. Claro, foram introduzidas vitaminas C e D e a B12, essas duas últimas muito importantes segundo a nutricionista e a própria psicóloga. 
Prólogo maravilhoso. — Bom, eu achei que ficou. Parabéns. 
Continuando a divagar sobre essa paz de espírito que me parece meio estranha… vamos lá, estou contente por ter talvez resolvido a questão com o Danilo. Não uma questão com ele de fato, por que essa já estava resolvida no dia do termino no bar há um ano a trás. Mas sim minhas questões de moral que recorrentemente me criavam culpa sobre o estilo de vida que eu gosto de ter. A psicologa já disse, — “você tem que parar de tentar se enquadrar numa coisa (relacionamento comercial de margarina) que você não se sente confortável — foi quase isso que ela disse. Bom, então é aqui que eu me sinto em paz, acho que consegui fazer a voz da moral parar de insinuar que minhas decisões,  práticas impulsivas e narcisistas são desvio de personalidade, ou ainda caráter. Não acho, tenho certeza, parei de ouvir. 
Ou seja, minha questão de novo, nesse ultimo ano pós termino, nunca foi uma questão com a pessoa, mas sim com meu ego ferido e culpabilizado por ter agido de uma forma que eu  estava condenando como ruim. Assim que parei de me condenar automaticamente fiquei mais contente. 
Essa semana li uma declaração de amor do Danilo para o novo namorado; “ o amor da minha vida (…)” achei meio blasé, piegas. Amor tão fácil o dele. Confesso que me dá um pouco de ojeriza de ter sido amado por amor tão barato. Bom… fiquei um pouco com pena, por que vai doer de novo e de novo, e suas mil questões. mas é isso... para quem não vai, não é?. -- Espero que menos e menos a cada vez, pelo menos para mim.
Para não ficar um monte de assuntos jogados, uma conclusão; estou feliz por ter conseguido entender que o Dani está muito feliz e em outra, que “meu eu atroz” que o machucou e que me gerava uma culpa pesadíssima se dissipou. Ainda sinto certo ressentimento, e também me sinto burro por ter algum carinho por um borrão de amor barato na memória, mas sim está aqui. 
De qualquer maneira, já que não sou mais o algoz do bom-menino, não faz sentido eu confrontar minhas praticas impulsivas narcisistas e mais… com uma culpa… que agora fica clara é incabível. Lésbica puta, lésbica sem culpa. Faz sentido. 
Ai, o Ego, um fofo. Bom a culpa é uma chata e a moral vem sempre querer colocar o superego nos seus moldes deixando meu ego todo cagado, maldita. Já foi falado: — “você tem que parar de tentar se enquadrar numa coisa que você não se sente confortável.”— as vezes repetir as frases são exercícios de assimilação muito bons. 
Sou puta, sou única, uma vida, um momento, um guilherme, um narcisista, um amante de momentos ociosos aleatórios, aprendi a gostar da rotina também. Me amar esta passando por me reconhecer de novo, sempre é isso no final das contas. Amando de novo minhas decisões, minhas convicções, me afastando de uma mentalidade de culpabilidade pós-relacionamento, onde eu me responsabilizei pela dor do outro, pelo outro. — Não faça mais isso Guilherme, please.
Olha, sempre deixei claro para o ex que o mais importante no relacionamento seria eu, mas não fui praticante. Se tivesse sido, não teria me comovido tanto com tudo isso. -- ai que nojinho. Sim, vou começar a ser e parar de falar o que quero que seja, risos. O próximo que lide comigo, não vou me anunciar mais.
Prometo que vai ser eu.
Também me prometo, perante esse blog maravilhoso, que não vou esquecer de ser feliz com minhas escolhas. Elas são minhas, são todas minhas, sendo doidas e bonitas, serão minhas. — Aqui você está sendo super filho único, me divirto com isso.
Foram anos da minha vida pra poder ser eu, pra poder expressar uma coisa que eu descubro todo dia o que sou, não posso não gostar disso tudo que sou.
— Ah! Entendi!
Agora entendi, Estou feliz por que estou feliz comigo de novo: Feliz de ser quem eu sou.


PS: tentando parar de fumar. ódio.

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