20 de outubro de 2014

suplico-te

Eu sinto. Eu sinto muito. Eu sinto de mais. Te senti de dentro. Senti.
Eu sinto, e sinto. Dor. Dói, tu sabes minha língua. Tu sabes minhas manias e ainda assim, me fez doer.
Você sentia, mas também sabia. Sabia do o que eu nunca eu compreendera.

Sinto e dói, e eu agora sei sua língua.

Vou esquecer como é sentir. Vou esquecer o que é compreender. Vou esquecer o que você me fez aprender. Antes que isso me destrua.

Por que você apenas sorri. Enquanto eu não entendo.

O que era destino se tornou trágico, e escuro.

Por que você fez isso? Se sabias que ia ser assim. 

De tantas vezes eu dizer que isso era injusto, descobri que o juiz na verdade, foi sempre você.

Injusta sua justiça de me fazer sentir, sempre entendendo o que a sua língua me causaria.

Injusto é o seu olhar de felicidade quando sabes que sofro.

Injusta não é a vida nem as escolhas, são as pessoas que deixamos acolher.

Fecha coração, te suplico. 

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