16 de fevereiro de 2011
Novo
Então era novo, nova vida, novos amigos. Mas eu? Será que eu era novo? Bem, acho que não ninguém muda assim, mas mudamos no meio caminho. Mas aí já não é mais o novo, não é verdade?.
Era uma tarde todos tinham passado em vários lugares, universidade, tá?!, pois bem, tinham passado e agora tinham uma nova vida a ser encarada. Todos tinham que se matricular, que levar o trote e essas coisas de Bichos e Bichetes, mas eu tinha medo, muito medo, medo do de sempre, do novo.
É, é verdade e todos o têm só não percebem que isso não é particular e sabem também que o novo não passa de um ciclo retardado de tão bom.
Todas as vezes que ele aparecia eu acabava acabado, ele destruía muitas coisas que eu achava prudente e me dizia, sempre, que o mundo é muito maior. E essa expectativa de mundo maior era, na verdade, o meu maior medo.
Bem ele veio, o novo. Chegou acomodou-se e agora faz parte presente de minha vida. É claro que traz o medo, mas com ele eu cresço, e bastante viu!
Ouvi uma vez dizerem que o novo é constante, eu não penso assim, se fosse constante eu não daria tanta risada com os amigos do ensino médio, pois nem saberia quem eles eram direto.
E o nada? acompanha o novo, ele é sorrateiro e não sai de jeito maneira até você conseguir fazer um velho amigo. Vou explicar melhor, quando você está em um ambiente novo você tem dois tipos de comportamento, o maluco que-não-cala-a-boca ou o maluco que é quieto, tô mentindo?! Não. Então pra conversar com pessoas novas ou você trava, haha, ou você se desembesta a falar, e acaba assustando um pouquinho. A conversa sempre é vazia, nunca é alguma coisa significativa é esse nada.
Mas na verdade os dois vão sumir, não é? Os dois vão ficar velhos e você finalmente vai ficar calmo e você finalmente vai ficar acostumado, em sua bolha de sabão, esperando que algo de novo venha e a estoure e comece o ciclo do novo de novo.
PS: Eu nunca perco meus medos sobre o novo. Sempre fico quieto “;D”

1 comments:
estou sentindo tudo isso agora.
é um medo, é um novo... mas o medo nunca é novo.
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