15 de outubro de 2010

Prazer

Não sinto sua aproximação,
Não sinto mais o toque,
Não sinto seu lábio ou seu coração.

Oco, é a única palavra descritível,
Talvez eu tenha me tornado frígido,
Inato sentimento imutável, está invisível.

Naquele momento não o senti,
Vazio, tenro e desesperador,
lutava, mais nada. Sentimento?
Passado aquele momento nem ao menos sorri.

Por mais claro que a ação o fornecesse,
O mais puro nada foi o que transcorreu,
Dali só ficou o que não ocorreu,
Sim, frígido. E mais nada vai abastecer.

“Não é um soneto!”

1 comments:

Fil. disse...

indiferente, um tanto psicopata e soneto invertido haha

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