26 de setembro de 2010
Fútil
Tentamos nos tornar cada vez menos humanos e mais manequins.
Talvez minha veia filosófica comece a secar, pois me volto, novamente, a futilidade do culto à beleza.
Anos atrás eu me preocupei tanto com a estética que acabei em um hospital.
Mudei.
Acho que um baque nos traz a realidade, baque - esse - que me fez levantar e começar uma vida nova.
Minhas inspirações estavam a flor da criatividade, após minhas crises.
Meu mundo se voltou a busca pela verdade.
Com isso cheguei a um ponto, que posso chamar de tédio.
Meu tédio me prende a burrice.
Burrice essa que não posso suportar como um pensador.
Apenas na tristeza é que o homem consegue encontrar a felicidade.
Quando a encontramos, um vazio nos enche pois sabemos que não há mais o que fazer, pois já estamos felizes.
Daí caímos na desgraça da ignorância, futilidade, descaso com nossa sociedade, na Burrice.
Não posso cair, não posso desistir de filosofar. O único meio da sobrevivência, o pensar.
Morro, se não penso. Porque se não penso logo não existo.
imagem tirada de gualterrocha.blogspot
Se a futilidade vier, que venha a depressão, para que eu possa buscar de volta a felicidade, através da filosofia.

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