29 de novembro de 2021
Conto de fadas
Construi um castelo, te coloquei dentro,
Mas não percebi que tinha te trancado em uma torre.
Alta e sem porta, você estava preso, e muitas vezes sozinho.
Queria te proteger de mim, eu me achava a bruxa má. Porém, eu era a madrasta que amou do seu jeito torto.
Me transformei no dragão um dia, e um príncipe encantado te resgatou de mim.
Fiquei feliz e triste com a sua partida. Ora por ver seu sorriso sincero de liberdade, ora por me ver trancado no castelo, sozinho, que construí pra nós dois.
Uma manhã de novembro
Acordei cedo, são 5 da manhã,
Coloque um copo de café frio,
Acendi um cigarro,
E no silencio eu pensei em você.
Um belo dia vai começar,
Para mim aqui, e para você ai,
em outra vida para além da minha.
Haverá outras manhãs como essa, que não vamos mais nos cruzar.
Mas meu carinho, como o meu hábito de levantar, vai por muito tempo lembrar, do seu narizinho doce e do seu sorriso sonolento.
Tomo um gole de café as 5:30 da manhã, alvoreceu sem você, e ainda não esqueci.
18 de novembro de 2021
Anacrônico
Bate forte, rasga e para.
Dias, meses e anos passam.
A memória enfraquece, o sentimento some.
Mas os momentos estão crus e à mostra, cheiram.
desprotegidos apodrecem.
O tempo não vai sumir com o sentimento,
o sentimento não vai deixar de exalar a memória.
O relógio não é o senhor de nada.
Os dias passam, passarão e o sentimento passarinho.
Se por hora o amor anacrônico existe,
quem vai fazê-lo sumir são os novos e limpos ares.
10 de novembro de 2021
Azuis
Quando estou sofrendo eu as vezes demoro a lembrar que o sentimento azul é meu, que as angústias são causadas por expectativas quebradas, por sonhos impossibilitados.
Na fase azul eu esqueço que a vida é tão grande que o azul é só mais uma cor da pintura abstrata que a gente pinta ao longo do tempo.
Os tons são variados, as vezes com mais branco as vezes com mais amarelo, outras vezes com mais preto.
Já escrevi sobre vários tons de azul que escolhi pintar, já descrevi os meus sentimentos traduzidos em palavras mais de uma vez. Mas não adianta. O azul sempre parece colorir o quadro inteiro.
As vezes me pergunto se a cor azul não é uma lente de contato que eu coloco. Mas eu sei que não é, é realmente uma tinta que se espalha mais facilmente sobre o meu Canva.
Quando ele ocupa toda a pintura, eu sei que a melhor solução é pegar uma nova tela e começar do zero. Mas sou um artista tão apegado a minha criação que eu custo a jogá-la fora.
Mesmo começando uma nova arte, os tons de azul vão estar presentes. Presentes no azul do céu, no azul da água, no azul dos tons das camisas, dos jeans e nas unhas pintadas dos personagens.
4 de novembro de 2021
The change inside
Something I was expecting for years
Something I wished forever
The fear I used to carry has gone.
The beating of the heart has slowed down.
The hurry for living has passed.
Today I live the way I imagined.
I call it the third change.
My inner self have never been so close to the surface, and the fears never so shallow.
Inside is now outside, so what is left in the core is the certain.
I feel a new feeling and I don’t know what it is going to bring me.
My mind has token the place of the direction of my Happiness.
Wiser and bored, don’t feel hope for anything, but instead just the acceptance of what I have been waiting to become.
There is no change, it’s only myself.
3 de novembro de 2021
Meu amigo poeta
Meu amigo é um poeta
Onde a estética é sua sina.
De vez em quando ele analisa a vida,
Mas normalmente está sofrendo por ela.
Ele carrega o tempo presente, passado e futuro.
Um trabalho cansativo que sorrindo e dormindo ele consegue sustentar.
Talvez ele seja cansado, não dá para culpá-lo, mas sem dúvida ele sempre consegue me alegrar.
Nosso tempo é feliz, o presente, o passado e o futuro.
Seus sonhos, para minha alegria, estão na ponta da língua e no grafite do lápis.
Sonhando com os medos da métrica meu amigo poeta transborda na fala e no abrigo.