7 de março de 2019

EU QUERO GOZAR


sexualidade e o sexo;

bunda, pinto, peito, axila, pé, pernas, virilha, cu e boca.

a3, de 4, 69, grupal, em publico, sadomasoquismo, voyer, gounie.

tapa, mordida, dedada, penetração, lambida, cusparada, mijada.

tesão incontrolável, mas renegado pela moral e pelos bons costumes.

Estou num dilema nesses últimos meses onde descobri que posso me libertar de amarras mentais que me impossibilitam de me conectar a minha sexualidade.

Tenho vontades eternamente renegadas por mim mesmo e deixadas no fundo do baú na minha mente.
Quero dar para todos e de uma vez só. 
Quero rasgar meu corpo em prazer, quero gozar e jorrar felicidade corporal aos quatro ventos e depois relaxar sem culpa de toda a putaria prazerosa e mundana que rolou.

Durante todos esses anos meu corpo foi subjugado por mim, sobre uma ótica pejorativa. Essa ótica, eu achava, era limitada aos esteriótipos de corpos modelos que vemos por ai. Mas vai mais longe. Vai a um cerne, onde, também, se encontram subjugados os desejos corporais que são deixados de lado, pior renegados.

Ser gay é uma transgressão cultural. Ser gay é se culpar pelo desejo do corpo do outro, e de certa forma renegar sua vontade de ter seu corpo tomado por outro. Transar, com um corpo igual é uma transgressão cultural. Ser um individuo desejante é desprezado pelo moralismo. Quando digo que estou me incomodando há meses, é por que estou conseguindo pela primeira vez indagar a voz da moral e da culpa em minha cabeça; Estou aceitando o tesão que há em mim, com um esforço grande de não me culpar por te-lo e por realiza-lo.
Uma luta interna que acredito, não levará muito para eu vencer.

Um corpo vivente é um corpo que tem consciência de si, que tem seus desejos naturalmente realizados, que não merece o peso da culpa de outros nem de si mesmo.

Quero dar tudo de mim pra esse prazer do corpo sem me preocupar com ninguém, apenas comigo. 

EU QUERO REALMENTE GOZAR!