21 de outubro de 2015
22
Queria estar escrevendo um poema agora, mas eu não consigo me concentrar com tanta coisa na minha cabeça e essa barulheira do lado de fora da janela, e olha que só tenho 22 e nenhum sinal de problemas de audição conhecidos.
Onde eu olho tem coisa acontecendo, as vezes o tempo, podia parar de repente, e eu permanecer com 22.
Ja tive 15 e achei que aos 22 seria um rei, teria o que é meu e tudo isso aí. mas os 22 dissera. “ok, tenta na próxima reencarnação”.
Dormi com 22 , 2 foram legais, os outros a foda foi foda e nada mais. rimei.
Mas o que mais me intriga é que já faz 22. Pergunto a mim mesmo o quanto tempo isso significa.
A resposta: Bem, fazendo as contas.. de vida pessoal individual universal (amém), são 22 - 18 = 4 anos. Isso não parece muito talvez…hmm, Oremos!
Não é particularmente a idade. É mais a coisa do envelhecer mesmo, de se pegar pensando nisso, e ainda por cima com 22. nem são os 25. são os 22.
Passado aqui, falando mimimi. Presente que eu finjo que controlo e futuro mais incerto do que qualquer outra época da vida. Enfim, sou mais sereno também. Sorrio mais e choro menos. Dor sempre aparece de vez em quando, mas eu estou aprendendo a ignora-la ou só ofereço um cigarro, e ja a ajuda.
Bom, era pra ser um poema, virou uma crônica de autoflagelação de um monte de palavras vazias que ainda não fazem menor sentido. Espero que com 23 as coisas sejam mais claras. Bem, disso eu tenho certeza, as “coisas” não param de ficar claras. O pior que nem sei se isso é realmente legal.
tenho que finalizar com um parágrafo bom. vamos ver..
por mais que eu ainda ande pelo vale sombrio da morte The Mother Monster (GAGA) vai estar sempre usando um vestido adorável e avassalador e acessando no final do caminho… acho que era assim — me parece mais divertido assim —. Não me culpem, a catequese foi com 11, e se 4 anos foi muito imaginem 11.
11 de junho de 2015
(Agora)
Eu pensei em te escrever um poema de amor.
Mas acreditei que não seria tão capaz, quanto você.
Mas na verdade estava mentindo pra mim mesmo.
Sempre fui ótimo em escrita.
Achava que a saudade, tão próxima, estaria me matando aos poucos.
mas saudades temos sempre, e isso não era tão imprevisível.
Olhei pro tempo que passamos juntos e vejo que sou eu mesmo, agora e antes.
talvez eu seja o mesmo sempre. Só mude as vezes.
O largo da santa cecilia, de novo, é minha main street on campus.
Sim, as vezes as coisas mudam, mas as vezes nem sempre.
Como a impressão das coisas, que sempre serão as mesmas em algum ponto.
Dizer que procurar não é o certo, também não vale. buscamos sempre algo que nos falta.Mas é mais fácil quando percebemos que as respostas estão sempre a nossa volta.
Esperando serem percebidas.
Talvez a ingenuidade um dia retorne, mas acredito que não será da mesma forma.
E (Sempre) não me importo.
30 de maio de 2015
Francesinho
A França e seu poder me fazer sonhar.
Amelie Poulain teve um destino incrível,
será que vou conseguir encontrar um pra mim?
aquelas causalidades programadas, todas elas.
Amelie Poulain teve um destino incrível,
será que vou conseguir encontrar um pra mim?
aquelas causalidades programadas, todas elas.
2 de janeiro de 2015
Voltando à espera
Estou de volta.
Cabisbaixo, Queixado, Careca.
Coisa estranha perceber o que eu sou. Coisa Estranha ser quem eu sou.
O ingles esta em mim. Mas as palavras não me veem mais.
(Só reclamo eu sei.)
Mas é o ócio que me incomoda. Tem tanto pra se fazer ou as vezes nem tanto.
É o amor. Ainda quero amor.
Mas que preguiça de tudo de novo.
Quero amar. Já amei e de novo quero amar.
Preenchimento.
Qual seria a resposta, no momento de ócio? A resposta certa sou eu mesmo. Mas me convencer disso é que eu não consigo.
Querer que o tempo passe, voe ou corra... bem, aprendi que não posso fazer isso.
Por que nossa vida é curta.
Mas como aproveitar o estático? -- será realmente que estou estático? -- Talvez seja coisa da minha cabeça.
Brasil, Sociedade, Economia, Amor, Familia, Australia, Amigos, Trabalho, Dinheiro, Viagem.
O que é tudo isso? a resposta? .... e Eu?
Qual é a minha resposta?
--- Eu amo... e o que a gente faz agora? Espera.