6 de novembro de 2012

imerso

Podia chorar, mas os prédios são tão altos.
Podia gritar, mas nunca, vira tantas praças cheias de gente.
Podia correr...

....e, apenas corro.

Pois bem,

Queria eu, desfalecer,

Mas ainda existe, aqui,

Esperança muda de, alguma coisa a mais, aprender.

O poeta

O poeta que olha para a origem,
percebe como foi bonito o seu nascimento;

[Nostalgia;
pela primeira vez.]

Cativo do nativo, continua sendo assim.
Talvez não mude com o tempo,
Mas persiste longamente em acreditar que sim,

Pois é da saudade, adoçar tudo que fora,
E da realidade;
Mostrar o quão realmente doce o nada é.

- O poeta voltou :( -

3 de novembro de 2012

Convite


Talvez eu queira inventar a roda,
Rodá-la até o infinito,
Mas sempre acho que você já tem uma resposta,
E provavelmente tudo isso seja um longo desperdício.

Então, eu apalpo teu olhar.
Fico cego,
E juro que vou me vingar;
De todo esse seu desprezo por mim.

Daí, você esboça um sorriso...
Que me corta de esperança, pra querer;
Sempre, e sempre lhe mostrar,
Várias rodas sem serviço.


17 de outubro de 2012

Querer


Eu quero, mas...
Recuso-me a querer o que não me quer.
Querendo, eu, sempre negar;
Que meu não querer é real.
Mas por fim
Quero! Mas me recuso a querer o que não me quer.
O querer sempre é o motivo e solidão.
Então, o porquê  do querer nunca vir a mim primeiro?

20 de maio de 2012


Passaram-se os anos
e o vazio ainda persiste;

O mundo não é como se parece,
Ele todo dia é outro dia;

Dia ou outra coisa,
Sempre está vazio, não importa!

{Só sirvo pra ser intimista!}

Por isso sofro...

{Sempre à primeira pessoa}

Estou tão cheio de moi,

{Apenas "Moi" não pode ser suficiente}.