27 de novembro de 2010

Lua e Mar

A lua me ilumina com seu prata.
Ternura de mãe e toque de graça.
O mar é meu acalento, mas esconde meus segredos;
Profundos.

Não preciso do mar quando estou com a lua,
Não preciso da Lua quando estou com o mar,
Simplesmente, quero deixar de estar com dois.

Mar e Lua são sem vidas quando crus.
E vivem só quando eu permito.

Castigo, que carrego quando penso em Lua e mar.
Amar, desejar, desfrutar e machucar.

PS: este poema ficou totalmente diferente de quando eu o idealize, escrevi-o, agora, em casa. Quando o escrevi pela primeira vez estava sobre o luar e indo para a Aparecia e havia acabado de ler uma resenha sobre a obra de Vinícius de Moraes.
PPS: Ainda continua com sua simbologia (De Vinícius)

26 de novembro de 2010

uma vista

Subi no levador de gente, está quase vazio.
   Reparei em um menino que ouvia música.
       Lembrei da minha infância.
Sorri quando olhei para mim.
       Desci do levador de gente, feliz.


24 de novembro de 2010

Mascarado

Oriundo dos meus pensamentos mais frígidos.. Minha razão mostra-se triunfante.
Mas minha alma se esconde e não encontro-a, porque esqueci o significado do sentir. Remorso ou pena, não existem.
Perdi, talvez, a minha alma para alguma esquina ou alcoviteira desvairada, perdi o meu eu para o mundo. MORRI. Psicologia não me curará, não me mostrará como recuperar sentimentos.

Morto faço sofrer, sofrer quem um dia amei, que ainda me mostra o último sentimento. Desgraço, vidas por vidas não vividas e digo coisas ditas e abro feridas. Caídas, em nada, no nada torno-as oriundas em meus pensamentos.

Distorço-as para um triste fim, num abismo inevitável.

Palavras...

… Vejo agora o porquê de minha frieza.

13 de novembro de 2010

Um dia

 O dia começou como outro sábado qualquer. Acordei meu pai e minha mãe já haviam saido de casa a algumas horas, vim direto pro computador pra dar uma fuçada nas coisas de vestibular e ver como estava indo os tramites do ENEM.
 Como essa bendita prova tinha sido cancelada, quando eu li que a liminar tinha caido surtei de felicidade. Pus-me a verificar todos os tipos, jeitos e modos de usar a nota do ENEM para as universidade, cheguei a algum lugar. Comecei a procurar casas para alugar lá perto da universidade - sou um idiota - e ainda nem sei se passei.
 Minha mãe chegou, era uma e meia; duas horas da tarde, ainda não tinha comido e meu pai não tinha chegado. Sou preguiçoso não gosto de fazer tarefas domésticas mas mesmo assim arrumei as camas, estavam um fuá, e tirei a mesa do café da manhã. Claro que voltei pro computador e esperei alguém chegar pra fazer minha comida, ...vergonha.
 Minha mãe é uma Super Mãe, chegou e já pois as roupas para lavar, arrumou o quarto dela, de novo porque eu fiz meio errado, lavou a louça, limpou a casa e depois de tudo isso disse : "Quer ir ao cinema?", há! ela estava brincando.. "Sim, vamos. E que filme?".
 Atividade paranormal 2 - HAHAHA - uma bosta, sou ateu e não me impressionou. Foi divertido e minha mãe e eu passamos uma ótima tarde juntos. O mais divertido foi que eu consegui derrubar um copo inteiro de 700ml de refrigerante em cima do balcão aonde compra-se as coisas, não fiquei com vergonha, sério, quem sabe me senti um adulto naquela hora, minha mãe estava na fila rindo da minha cara, é eu merecia.
 Antes de chegar em casa por volta de umas 10hs eu passei na casa da minha vó. A minha vó é perfeita. Conversamos bastante, contei a ela sobre o filme e minha mãe contou o causo que lhe acontecera de manhã. Meu querido cachorro, Banzé, deu um púm na cara dela bem na hora em que ela estava acordando, hilário mas aqui não consegui retratar a cena linda onde minha vó, mãe e eu riamos feito bobos.
 Já na casa da Yaraira fiz um bebê rir, filho do irmão da yaya, a Eidy estava lá, eu a acho muito divertida, conversamos até as Pizzas chegarem, não queria comer mas insistiram. Fomos na rua para fazer o que nós sempre fazemos... nada, ha! e por fim o Felipe chegou, saltitante como sempre, disse-nos se queríamos ir até o festival que está acontecendo na cidade durante esses dias (hoje, amanhã e segunda-feira), minha amiguinha que eu já tinha convidado e recusara aceitou sem nenhuma resistência (shit), fomos. O Pablo foi conosco, encontramos ele quando já estávamos esperando o ônibus pra ir pra lá.
 Chegamos, vi pessoas, humm! odiei queria ir para casa (11hs). Não sou um sociopata. Queria ir embora e fui. Deixei a Yaya e o Felipe lá no festival, eles estavam me ignorado - fato - me cansei disse três vezes ao Felipe: "Vou embora", para com isso já vamos era o que ele me dizia, lembrei de todas às vezes que ele me deixou por birra e fui embora, triunfante.
 Acho que esse dia foi bom, descobri que rir com os parentes nos tornam mais aparentados e que eu não gosto mais de lugares onde as pessoas são tão previsíveis como uma quermesses qualquer outro festival que reúna pessoas fúteis.
Pensamento: "Hãmm! mais você tem Twitter?!"
Eu: "Hãmm..Vai se foder!"

3 de novembro de 2010

Renomeado: Mundinho (Original: A-Devasso)

A pressão é avassaladora não posso respirar;
Continuo esperando compreensão mas acho apenas o que não procuro.

Fico machucado e desnorteado. Me perco... Quero Me Perder....sumir..
..e aparecer em algum mundo cheio de Brunas e Camilas pra variar. Deixar essas coisas fúteis de lado e viajar até o mais profundo amor.
Chega de filosofia.
Camilas e Brunas venham ao meu "eu". Transportado para este mundo Me sentirei mais confortável.

Contraponto

Caso lhe ocorra que o conforto é o melhor para se ficar, digo-lhe o inverso, tudo de mais negativo e improdutivo é dado lá. Chega de piedade de si mesmo. Traga algo que possa ser a melhor coisa. O medo e a dor te trazem coisas boas, lembra-se de quando depreciado a melhor alternativa fora a sua própria luta contra aquela que te ajudou a crescer intelectualmente.
Marcas ficam mas é normal. Pare e veja que nada não passa de um momento que passa. Tudo passa.

Conclusão

Não fique assim isso é momentâneo.


PS: Texto de Mim para Mim. Trate-o para ti do jeito que achares melhor.